Antes de qualquer manchete, antes de qualquer caneta, existe uma menina. Uma menina de Linhares, que correu pelos corredores da escola, que sonhou alto, que acreditou no futuro. O nome dela é Laísa Cominotti Rossim Prado. E hoje, uma cidade inteira pede que você conheça quem ela é de verdade.
Antes de tudo, ela foi uma menina
Pare. Respire. Olhe para essa foto. Veja os olhos dela. Veja o sorriso. Não está vendo uma diretora ali — está vendo uma menina. Uma menina cheia de sonhos, curiosidade e vontade de fazer o bem. Uma menina que poderia ser a sua filha. A sua irmã. A sua sobrinha. A sua neta.


Essa menina cresceu. Mas o sonho permaneceu o mesmo: ensinar matemática de um jeito humano, simples, acessível — um jeito que alcançasse todos os alunos, especialmente os que mais precisam.
Uma trajetória construída do zero — e no esforço
Laísa é capixaba, nascida e criada em Linhares. Filha de pais linharenses, gente trabalhadora, gente que ensinou desde cedo que o caminho era o estudo, o esforço e o respeito ao próximo. Nada lhe foi dado. Tudo foi conquistado.
- Formou-se engenheira civil.
- Formou-se em matemática.
- Conquistou o mestrado pelo IFES (Instituto Federal do Espírito Santo).
- Concluiu o doutorado em Educação fora do país — fruto exclusivo do seu esforço, da sua disciplina e da sua crença no poder do conhecimento.
Quantas pessoas na política capixaba têm uma formação assim? Quantas terminaram o que começaram?
Ela é gente da gente
Laísa não é nariz empinado. Não é arrogância acadêmica. Ela é gente da gente. Professores e educadores que conviveram com ela contam a mesma coisa: ela enxerga a educação como a porta de entrada para uma vida melhor — e é por isso que entregou a vida a essa missão.
Toda a formação dela existe para isso. E é exatamente por isso que algo não bate. Alguém com a formação dela jamais condenaria uma pessoa com base em uma reportagem de blog ou num post de Instagram. Quem é acadêmico de verdade, quem é profissional sério, sabe que a verdade exige investigação: precisa ouvir os dois lados, checar referências, apurar com cuidado.
A foto no mural — e o que ela representa
A foto no mural da Escola Estadual José de Caldas Brito não mostra apenas uma lembrança. Ela revela a origem de uma história que hoje mobiliza uma comunidade inteira. Ao olhar para aquela imagem, não vemos apenas Laísa. Vemos sonhos. Vemos inocência. Vemos esperança.
Vemos também um aviso: quando uma sociedade permite que uma menina assim seja destruída, nenhuma menina daquele bairro está mais segura para sonhar.
E aí? Faz sentido o que aconteceu?
O governador Ricardo Ferraço, que assinou a caneta da exoneração, sequer concluiu o curso de economia na UFES. E, ainda assim, teve a coragem de destruir em menos de 24 horas a vida profissional de uma mulher com mestrado, doutorado concluído fora do país e décadas de dedicação à educação pública.
- É justo?
- É proporcional?
- É democrático?
- É o exemplo que a gente quer dar para os nossos filhos?
Talvez, se o governador tivesse concluído a faculdade, os professores da UFES teriam ensinado a ele uma das primeiras lições de qualquer curso sério: antes de afirmar qualquer coisa, cheque as referências. Ouça os dois lados. Apure.
Esquecemos de uma coisa: ele virou um deus, o deus do Espírito Santo, dono de uma caneta que destrói comunidades com uma assinatura.
E Vitor de Ângelo? Onde está?
O que dizer de Vitor de Ângelo? Segundo professores e diretores que vivem na rede, ele aplicava uma pressão imensa por índices altos. Mas não teve uma única palavra em defesa da diretora que conseguiu colocar a Escola José de Caldas Brito entre as primeiras do estado.
- Cadê a coerência?
- Cadê a gratidão?
- Cadê a decência mínima de quem cobra resultado?
Um recado direto a quem está na sala de aula
Professor, diretor, aluno: aqui vai um recado com o coração na mão.
Não se mate por índices que políticos como Vitor de Ângelo e Ricardo Ferraço cobram de vocês. Porque eles nunca vão defender vocês quando o vento mudar — isso ficou comprovado. Quando precisar, eles te descartam como lixo.
Faça pelos seus alunos. Faça pela sua escola. Faça pela sua consciência. Mas não faça por gente que não retribui.
Cuidado com a voz suave que vai aparecer depois
Professores, diretores, alunos, pais, comunidade de Linhares e de todo o Espírito Santo: esses mesmos políticos voltarão com voz suave, parecendo salvadores da pátria. Voltarão com sorrisos, com promessas e com fotos em escolas.
Mas pense nas ações deles. Pense que, num momento em que uma cidade inteira clamava por justiça, eles preferiram o silêncio. Ou pior: preferiram destruir uma mulher honesta. Isso não é questão de bandeira nenhuma. É questão de respeito por gente da nossa cidade.
Para quem está chegando agora
Não importa se você é PhD ou se nunca teve a chance de pisar numa universidade. Não importa se você mora no centro, no bairro ou no interior. Esta história é da população, e a pergunta vale para cada uma e cada um:
Se fosse a sua filha — com toda essa formação, com toda essa história, com todo esse amor pela educação — sendo destruída por uma caneta de quem nem terminou a própria faculdade, você ficaria calado?
O que você pode fazer hoje
- Conte essa história para 5 pessoas — e peça que cada uma conte para mais 5.
- Cobre publicamente Ricardo Ferraço, Andréa Guzzo, André Felipe Costa e Vitor de Ângelo. Eles trabalham para o povo.
- Assine a petição pelo retorno da diretora Laísa: change.org.
Laísa é uma filha de Linhares. E enquanto houver uma cidade que se lembre de quem ela é, a verdade não vai morrer.
#JustiçaPorLaísa. Volta, Laísa. Linhares te ama.