Comunidade de Linhares, prestem atenção nesta história. Ela é sobre a escola dos seus filhos — e sobre uma diretora que fez tudo certo e, mesmo assim, foi tratada como se fosse descartável.

Resultado oficial do IDEPES — Escola Estadual José de Caldas Brito em 1º lugar entre as escolas de Linhares, com 87,27%
Resultado oficial do IDEPES: a José de Caldas Brito em 1º lugar em Linhares — 87,27%. O trabalho da diretora Laísa. Da própria SEDU. Qualquer um confere.

Fala, Ricardo Ferraço

De tanto eu falar de você, confesso que desenvolvi um sentimento: repúdio. E olha que não é fácil me tirar do sério.

Nunca vou entender como um governador acredita numa fake news, não apura os fatos e não dá ouvidos à comunidade de uma cidade inteira. Você agiu como quem tem pressa de mandar e preguiça de escutar — decidiu na caneta, sem sentar com uma única mãe, um único pai, um único aluno da José de Caldas Brito. E, no fim, tirou a melhor diretora de Linhares com base em boato.

Você, que chegou onde chegou à sombra de outro homem e que — isto é fato — não teve nem fôlego para concluir economia na UFES, hoje se acha no direito de decidir o futuro de quem faz o dever de casa direito. Pois eu digo: não se acostume.


Vitor de Angelo: três perguntas que o senhor vai ter que responder

E tem o ex-secretário Vitor de Angelo — hoje candidato a deputado federal e, convenhamos, amigo de Ricardo Ferraço. Aqui a hipocrisia dói ainda mais. Porque Vitor de Angelo trabalhou ao lado da diretora Laísa enquanto esteve à frente da SEDU. Construiu resultado com ela. Reconheceu o valor dela. E, quando saiu do cargo para cuidar da própria candidatura e a injustiça bateu à porta dela, fez o quê? Se calou. Pior: veio a público sugerir que a nossa diretora só teve bons resultados por causa de um curso no Chile, pago com dinheiro público — e ainda abriu as asas para atacar o Sérgio Mageski, só porque se ofendeu ao ouvir a verdade.

Pois vamos aos fatos, ex-secretário — porque aqui a gente apura antes de falar:

  1. Sim, ela fez o curso. E fez porque tinha condição de fazer. Nossa diretora fala espanhol e inglês — e isso nós, alunos, sabíamos de sobra, porque ela vivia nos incentivando a estudar e a nos qualificar como ela se qualificou. A tese de doutorado dela foi escrita em espanhol. Então me responda: quando o senhor era secretário, quantas pessoas que não falavam uma palavra de espanhol foram mandadas para o Chile? Para aproveitar um curso no exterior, o mínimo é entender o idioma. Se houve dinheiro público mal gasto, a pergunta é sobre a gestão — não sobre a competência dela.
  2. O senhor trabalhou com ela e a viu de perto. Se ela foi ao Chile na sua gestão, é porque o senhor reconhecia o valor dela. Então como é que agora, fora do cargo, o senhor vira e insinua o contrário? Escolha a versão: ou ela sempre foi boa, ou o senhor governou a educação do estado sem critério nenhum. Não dá para ter as duas.
  3. E por que o senhor se omitiu de defendê-la — justamente o senhor, que trabalhou ao lado dela? Todo mundo em Linhares sabe a resposta, mas eu deixo o senhor falar. É difícil defender o que é certo quando quem cometeu o erro é seu amigo Ricardo Ferraço, não é?
A diretora Laísa pegou uma escola carente e a transformou na número 1 da região. Isso não se compra, não se herda e não se finge. Se conquista.

O número que ninguém pode apagar

Em 17 de junho de 2026 saiu o resultado oficial: a EEEFM José de Caldas Brito ficou em primeiro lugar entre as escolas de Linhares, com 87,27% no IDEPES. Está na tabela da própria SEDU. Qualquer um confere.

E aqui está o detalhe que denuncia tudo: esse resultado é o trabalho da diretora Laísa — construído por ela, com a comunidade, ao longo dos anos. Não do diretor que encaixaram no lugar dela sem processo seletivo. Tiraram quem plantou e deram a colheita para quem só chegou na hora de posar para a foto. Se isso não é politicagem, é o que mais se parece com ela.

Laísa é vítima. Vítima da caneta do governo de Ricardo Ferraço, que a removeu com base em boato. E vítima também do silêncio covarde de quem, como Vitor de Angelo, trabalhou ao lado dela, sabia do valor dela — e, na hora de defendê-la, escolheu proteger o amigo em vez de proteger a verdade.

Uma mulher impecável, tratada como descartável — e não custa lembrar: agiram assim contra uma mulher. E ela não foi a primeira. De Sul a Norte do Espírito Santo, professores e diretores competentes vêm sendo humilhados e enxotados, enquanto quem bajula o poder segue protegido. A diferença é que, desta vez, a comunidade viu. E não vai esquecer.


Não é esquerda contra direita. É gente decente contra o descaso.

Querem a prova de que isso não é briga de partido? Diante da injustiça com a diretora Laísa, políticos que não concordam em quase nada entre si — de direita, de esquerda, de centro — olharam para o mesmo caso e apontaram para o mesmo lado: o lado do que é certo.

Ficaram com a diretora, com os alunos e com a comunidade:

  • Camila Valadão — deputada estadual
  • Alcântaro Filho — deputado estadual
  • Coronel Weliton — deputado estadual
  • Sérgio Mageski — pré-candidato a deputado estadual
  • Johnatan Maravilha — pré-candidato a deputado estadual
  • Eriton Berçaco — pré-candidato a deputado estadual
  • Sargento Romanha — vereador

Repare bem: esses nomes vivem em lados opostos do tabuleiro. Fardado e ativista, conservador e progressista. E, mesmo assim, todos disseram a mesma frase: isto foi errado. Quando gente que costuma discordar de tudo concorda numa coisa só, é porque essa coisa é óbvia demais para se ignorar.

De um lado, esse arco inteiro de gente que colocou as pessoas acima da política. Do outro, Ricardo Ferraço, defendendo o indefensável — e Vitor de Angelo, que preferiu o silêncio a peitar o amigo. Nessa história, quem cala também escolhe um lado.

Sérgio Mageski: é assim que se faz política de verdade

Sérgio Mageski poderia ter feito o que quase todo político faz: ficar quieto, não se indispor com o governo, esperar a poeira baixar. Não fez. Colocou a cara. Ficou ao lado da professora, dos alunos e dos pais no momento em que defender a diretora não dava voto fácil — dava briga com o poder. E quando o secretário se ofendeu com as verdades ditas por ele, Mageski não recuou: manteve a palavra.

Isso tem um nome, e é raríssimo na política: coragem. Mageski entendeu o que Ferraço e Vitor de Angelo fingem não saber — que educação não é planilha para inglês ver, é o futuro de cada criança de Linhares. Ele tratou uma diretora com a dignidade que o governo negou, e ouviu a comunidade que a SEDU se recusou a ouvir.

Se há alguém nesta história que já provou de que lado está, esse alguém é Sérgio Mageski. Guarde o nome.

Vocês querem saber quem eu sou?

Ricardo Ferraço, Vitor de Angelo: vocês querem saber quem está escrevendo isto?

  • Eu sou os alunos da José de Caldas Brito que vocês não receberam e trataram como lixo.
  • Eu sou as mães e os pais que testemunharam a favor da diretora Laísa — a mulher que mudou a vida dos nossos filhos.
  • Eu sou a comunidade que vocês acharam que ia abaixar a cabeça e ficar quieta.

E nós não somos covardes como quem se omite diante da injustiça. Nós sabemos pesquisar. Sabemos ir ao fundo. E não vamos esquecer.


O recado, sem rodeio

Professor, diretor, aluno, pai, mãe — o ponto é este: se hoje foi com a Laísa, amanhã pode ser com você. A mensagem que Ferraço e Vitor de Angelo mandaram para toda a rede estadual foi assustadora: faça o melhor trabalho da região e, ainda assim, você pode ser descartado por uma caneta, sem explicação e sem defesa. Que professor vai querer se dedicar numa rede que trata a sua melhor diretora assim?

Ricardo Ferraço e Vitor de Angelo não merecem o seu voto.

Não por serem de um lado ou de outro — mas porque, quando tiveram a chance de proteger o que dava certo, escolheram destruí-lo. Quem faz isso com a escola dos nossos filhos não merece confiança, não merece cargo e não merece voto.

Linharense: lembre-se do que fizeram com a diretora Laísa — porque com a sua filha, com o seu filho, eles fariam igual. Vote em quem esteve lá. Vote em quem defendeu a professora quando era difícil. Vote em quem trata educação como futuro, e não como moeda de troca.


O que você pode fazer agora

  1. Compartilhe este texto com 5 pessoas. E peça para cada uma compartilhar com mais 5.
  2. Assine a petição pelo retorno da diretora Laísa: change.org.
  3. Lembre na hora do voto. Educação não é moeda de troca — é o futuro das nossas crianças.
Justiça pela diretora Laísa. Devolvam a José de Caldas Brito à comunidade. #JustiçaPelaDiretoraLaísa