Parabéns, Lorenzo Pazolini. Parabéns, Espírito Santo. Hoje o povo capixaba falou — e falou alto.

Neste domingo, 25 de outubro de 2026, o Espírito Santo foi às urnas e escolheu o seu novo governador. Lorenzo Pazolini venceu o segundo turno com cerca de 52% dos votos válidos — mais de um milhão de capixabas que decidiram que o estado merece ser governado por quem se preparou para isso.

Não foi sorte. Não foi acaso. Foi o povo reconhecendo quem merece.

Pazolini: o governador que o Espírito Santo merece

A gente já disse aqui, e repete com orgulho: Pazolini é o retrato de quem se fez por mérito.

Formou-se em Direito, fez pós-graduação em Gestão de Segurança Pública, passou em concurso como Auditor de Controle Externo do TCE-ES e foi delegado da Polícia Civil. Cada degrau conquistado numa prova, com estudo e suor — do jeitinho que a gente ensina nossos filhos a fazer.

E o povo percebeu. Já no primeiro turno, Pazolini chegou perto dos 50% dos votos válidos, com folga sobre todos os adversários. No segundo, confirmou nas urnas o que se via nas ruas: o capixaba quer preparo, firmeza e respeito no comando.

Pazolini fez uma campanha de quem sabe do que fala. Debateu com conteúdo, apresentou caminho, encarou as perguntas difíceis. É um homem que estudou a máquina pública por dentro — fiscalizando contas no Tribunal de Contas e protegendo a população na Polícia Civil. Poucos chegam ao Palácio Anchieta tão preparados.

Governador Pazolini: o senhor provou que estudar compensa. E que o caminho certo leva, sim, a algum lugar.

Ricardo Ferraço recebeu a resposta das urnas

Do outro lado, Ricardo Ferraço recebeu a resposta do povo. E, na nossa opinião, foi exatamente a resposta que a postura dele pediu.

E repare num detalhe: Ferraço não perdeu uma vez. Perdeu duas.

  • No primeiro turno, em 4 de outubro, Pazolini teve 49,65% dos votos válidos contra 34,06% de Ferraço — mais de 15 pontos de vantagem e quase 330 mil votos a mais.
  • No segundo turno, em 25 de outubro, Ferraço teve três semanas para virar o jogo, frente a frente, só ele e Pazolini. Não virou. Pazolini venceu de novo, com cerca de 52% dos votos válidos — mais de 80 mil votos de diferença.

E tem mais: Ricardo Ferraço era o governador no cargo, com a máquina do estado nas mãos. Teve palanque, teve estrutura, teve uma segunda chance. E, mesmo assim, o povo capixaba olhou para os dois e disse a mesma coisa duas vezes.

Uma derrota pode ser acaso. Duas derrotas, no mesmo mês, para o mesmo adversário, é o povo dando o seu recado com todas as letras.

Para a comunidade da EEEFM José de Caldas Brito, em Linhares, o governo de Ferraço ficou marcado por uma decisão: a retirada da diretora Laísa — a diretora que levou a escola ao 1º lugar de Linhares no IDEPES, com 87,27%, dado oficial da própria SEDU.

Mães, pais e alunos pediram para ser ouvidos. Fizeram faixa, abaixo-assinado, foram atrás de deputados de todos os lados. Na nossa experiência, a porta do governo permaneceu fechada.


Para a diretora Laísa, este resultado tem gosto de justiça

Ninguém aqui é ingênuo de dizer que a eleição do Espírito Santo inteiro foi decidida só por Linhares. Mas a comunidade da José de Caldas Brito sente, de coração, que o povo deu o recado que ela tentou dar durante meses:

Não se trata uma educadora premiada como descartável sem perder a confiança de quem ela serviu.

A diretora Laísa nunca teve palanque, nunca teve caneta, nunca teve cargo político. Teve só o resultado do seu trabalho e o carinho de uma comunidade inteira. E hoje, para nós, a resposta das urnas soa como justiça feita pelo povo. Laísa, essa vitória também é de quem nunca deixou de lutar por você.

Alunos da José de Caldas Brito com a faixa: Nossa diretora nos ensinou a pensar, agir e vencer com sabedoria — Justiça por Laísa
“Nossa diretora nos ensinou a pensar, agir e vencer com sabedoria.” Os alunos da José de Caldas Brito nunca esqueceram. E o povo também não.

Por que, na nossa visão, Ferraço perdeu

Governar é, antes de tudo, escutar. E é aí que, na nossa avaliação, Ricardo Ferraço falhou do começo ao fim.

  • Distante e inacessível. Foi essa a imagem que ficou para quem tentou falar com o governo: agenda fechada para a comunidade, silêncio diante das perguntas.
  • Duro e frio. Na nossa percepção, faltou sensibilidade humana numa decisão que mexeu com a vida de centenas de alunos e famílias.
  • Longe do que se espera de um governante. Para nós, a condução do caso da José de Caldas Brito foi um exemplo de gestão pública mal feita: decidir sem ouvir, não explicar e esperar que a comunidade esquecesse.

Esta é a nossa opinião, construída a partir do que a comunidade viveu. E o povo, no seu direito soberano, deu a dele nas urnas.


Governador Pazolini, um pedido da comunidade de Linhares

Governador, a comunidade da José de Caldas Brito confia no senhor. E pede apenas o que sempre pediu:

  1. Escuta — que as famílias sejam ouvidas antes de qualquer decisão sobre a escola dos seus filhos.
  2. Transparência — critérios públicos e claros para a escolha de quem dirige as nossas escolas.
  3. Respeito à educação — que professores e diretores que dão resultado sejam valorizados, e não descartados.

Temos certeza de que o senhor, que chegou onde chegou estudando, sabe como ninguém o valor de uma boa escola.

Mérito, respeito e trabalho. O Espírito Santo escolheu — e escolheu bem. Parabéns, Governador Pazolini! #JustiçaPelaDiretoraLaísa

Fontes do resultado: TSE, via InfoMoney, Gazeta do Povo, SBT News e BPMoney (25/10/2026). Este texto expressa a opinião do Grupo ReintegraEducação sobre a atuação pública dos citados.