Para você, que trabalha, cria os filhos e sonha com um futuro melhor: esta história é sobre respeito. O respeito que você merece — e que faltou.

Existem, no fundo, dois tipos de gente na vida pública.

O primeiro acordou cedo a vida inteira. Estudou quando ninguém estava olhando. Enfrentou prova, concurso, fila, cansaço. Construiu cada degrau com o próprio suor. É o Brasil que você conhece — o do trabalhador, o da mãe que estuda de madrugada depois de botar a criança para dormir, o do pai que fez faculdade contando moeda.

O segundo chegou lá pela porta dos fundos. À sombra de outro homem. E depois de subir, olha de cima para quem faz o dever de casa direito — e decide o destino dessas pessoas com uma canetada, sem nem olhar na cara delas.

Essa história é sobre esses dois caminhos. E sobre a escolha que está na sua mão.

Lorenzo Pazolini: o retrato de quem se fez por mérito

Pazolini é o primeiro tipo. E não é conversa: é currículo, é documento, é história que qualquer um pode conferir.

Ele estudou. Formou-se em Direito e fez pós-graduação em Gestão de Segurança Pública. Prestou concurso e passou como Auditor de Controle Externo do TCE-ES — daqueles cargos que só entra quem senta, estuda e prova que sabe. Depois foi delegado da Polícia Civil. Vestiu a farda, encarou a linha de frente, botou a cara onde dói.

Repare no que isso significa: cada passo da vida do Pazolini foi conquistado numa prova. Ninguém o nomeou por amizade, ninguém o carregou no colo. Ele chegou onde chegou porque estudou, se preparou e mereceu — exatamente como você ensina seus filhos a fazer.


E o que Ricardo Ferraço fez com Linhares

Agora olhe para o outro lado. E lembre — nunca deixe de lembrar — do que Ricardo Ferraço fez com Linhares.

A EEEFM José de Caldas Brito era uma escola carente, dessas que político preguiçoso nunca visita. E, mesmo assim, sob a direção da diretora Laísa, virou uma das melhores do estado: 1º lugar no IDEPES em Linhares, com 87,27%, resultado oficial da própria SEDU. Uma mulher pegou uma escola esquecida e a transformou em referência. Isso é competência. Isso é amor pelo que se faz.

E o que Ferraço fez com ela? Arrancou a melhor diretora de Linhares com base num boato. Não sentou com uma única mãe. Não ouviu um único pai. Não olhou na cara de um único aluno. Decidiu na caneta.

E aqui está a parte que a comunidade não engole: esse diretor não passou por nenhum processo seletivo. Não houve prova, não houve concurso, não houve critério público, não houve transparência. Trocaram a diretora que conquistou o cargo com trabalho por alguém que simplesmente foi colocado lá — de mão beijada, no sigilo. Foi uma desgraça anunciada: destruíram, numa canetada, anos de esforço de uma escola inteira.

Se hoje foi com a Laísa, amanhã pode ser com a escola do seu filho. É por isso que a gente não esquece.

Quem não dá valor ao estudo, trata a escola assim

Tem gente que se pergunta como um governante consegue fazer isso com uma escola. A resposta talvez esteja na própria história dele.

Conta-se — e ele que desminta se não for verdade — que Ricardo Ferraço não concluiu o curso de Economia na UFES. E quem nunca valorizou a própria formação dificilmente vai valorizar a educação dos outros. Não é maldade dizer isso — é constatar o óbvio: quem desdenha do estudo trata professor, diretor e aluno como número, não como gente.

E ele mesmo deixou isso escapar. Em entrevista, Ferraço saiu elogiando o presidente Lula — dizendo que “a vida está dando ao presidente Lula uma oportunidade extraordinária” (Folha Vitória). Lula, como todos sabem, também nunca fez faculdade. Repare no que essa admiração revela: para o Ferraço, diploma não vale nada, estudo não conta, formação é detalhe. E se estudo não vale nada para ele, o que valem, na cabeça dele, os professores e os diretores que dedicaram a vida a estudar para educar os nossos filhos?

A resposta dolorosa está estampada no que ele fez com a diretora Laísa: para o Ferraço, professor e diretor não são nada. São peças que se removem com uma canetada.

E repare no padrão: assim como largou a faculdade pela metade, Ferraço hoje foge das perguntas sobre o caso de Linhares. Some do debate difícil, não responde às mães, não encara a comunidade. Fugiu da Economia na UFES, e agora foge de dar explicação ao povo. É sempre o mesmo roteiro: mandar, calar e escapar.


Um detalhe que os linharenses precisam saber

E tem um ponto que merece ser dito com todas as letras, sem teoria e sem exagero — só fato, com prova.

O mesmo partido que sustenta a base de Ricardo Ferraço declarou apoio ao Lula aqui no Espírito Santo. Não é boato: está publicado (“PSB vai apoiar Lula no ES: temos a vice, diz presidente do partido”).

Fica a pergunta para você decidir: por trás do discurso, é mesmo alguma coisa nova — ou é o velho jeito de fazer política, o do toma-lá-dá-cá, o de tratar cargo e escola como moeda de troca? Cada um tira a sua conclusão. A gente só pede que ninguém vote de olho fechado.


Uma reflexão que a comunidade merece fazer

Pare e pense com calma, sem raiva, só com bom senso.

Quando se tira uma diretora premiada, aprovada pela comunidade e com resultado comprovado — e se coloca no lugar dela alguém sem processo seletivo, sem critério público, sem transparência nenhuma —, é justo que qualquer pai, qualquer mãe, se pergunte:

  • Quem é essa pessoa, afinal? Que trajetória tem? Que qualificação foi avaliada?
  • Por que às escondidas? Quem não tem nada a esconder faz concurso, faz processo aberto, presta contas. Por que aqui não houve nada disso?
  • Qual é o interesse por trás dessa escolha? Quem coloca educação em primeiro lugar escolhe pela competência, na luz do dia. Quem faz uma troca no sigilo está pensando em outra coisa — não na sala de aula.

Não estou aqui para acusar ninguém do que não posso provar. Estou aqui para fazer as perguntas que o governo se recusa a responder. Porque uma escola pública não é feudo de político. É de vocês, das famílias, das crianças. E quando o foco deixa de ser a educação, o povo tem não só o direito, mas o dever de desconfiar e cobrar. Transparência já: digam quem é, e por qual critério ele chegou lá.

Alunos da José de Caldas Brito com a faixa: Nossa diretora nos ensinou a pensar, agir e vencer com sabedoria — Justiça por Laísa
Os alunos da José de Caldas Brito de pé por justiça pela diretora Laísa: “Nossa diretora nos ensinou a pensar, agir e vencer com sabedoria.” Foi isso que o governo de Ricardo Ferraço tratou como descartável.

O recado, sem rodeio, de coração

Você que estudou à noite. Você que faz fila no posto. Você que ensina seu filho que o caminho é o do esforço honesto: olhe bem para os dois nomes.

  • De um lado, Lorenzo Pazolini — o homem que estudou, prestou concurso, se fez por mérito.
  • Do outro, Ricardo Ferraço — o homem da caneta, que largou a faculdade, arrancou a melhor diretora de Linhares, calou os alunos e foge de dar explicação.

A escolha, desta vez, é sobre que exemplo a gente quer no comando. É sobre dizer aos nossos filhos que estudar compensa e que o caminho certo leva a algum lugar.

Linharense, capixaba: lembre-se do que fizeram com a diretora Laísa. E, quando for decidir o futuro do Espírito Santo, escolha o lado de quem se preparou, de quem respeita o povo e de quem trata educação como o que ela é — o futuro dos nossos filhos.

O que você pode fazer agora

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  2. Assine a petição pelo retorno da diretora Laísa: change.org.
  3. Lembre na hora do voto. Educação não é moeda de troca — é o futuro das nossas crianças.
Mérito, respeito e trabalho. É disso que o Espírito Santo precisa. #JustiçaPelaDiretoraLaísa