De Linhares para o Brasil. Não é sobre política. Não é sobre partido. É sobre uma linharense de bem, fora da política, que está sendo massacrada pelo governo do Espírito Santo por causa de uma matéria de um jornal que ninguém sabe se é verdadeiro — onde a própria jornalista nem aparece e a comunidade relata mentira atrás de mentira.
A pergunta que abre esta carta
Será que Ricardo Ferraço e a SEDU viraram deuses que não ouvem mais a população de Linhares?
Porque é assim que está parecendo. Caneta de um lado, povo do outro — e a porta do gabinete fechada. Mães na rua, alunos chorando, professores calados, e o Palácio Anchieta fingindo que Linhares não existe.
O povo de Linhares é forte. É trabalhador. É honesto.
E não gosta — nunca gostou — de gente que fica escondida atrás da mesa, com a coroa na mão, dando canetada para ferir e destruir uma linharense que mudou a vida de uma comunidade inteira.
Linhares não se ajoelha para autoridade nenhuma. Linhares respeita quem trabalha pelo povo — e cobra quem usa o cargo para machucar o povo.
O apelo: uma linharense de bem está sendo massacrada
A diretora Laísa Cominotti Rossim Prado não é política. Não é candidata. Não tem partido. Não pediu cargo, não pediu palanque, não pediu holofote.
Ela é uma professora. Uma linharense de bem, que ama os meninos e meninas como uma mãe ama — mas sem nunca confundir o papel: na escola, ela é educadora, gestora, referência. E foi exatamente com esse cuidado de mãe e essa firmeza de profissional que ela dedicou a vida a transformar a Escola Estadual José de Caldas Brito em um lugar onde alunos da comunidade voltaram a ter esperança de chegar à universidade.
E, de uma hora para outra, está sendo massacrada pelo governo do Espírito Santo por causa de uma matéria de um blog sem idoneidade, publicada por um veículo do qual ninguém sabe se é verdadeiro.
O blog “Eu vi em Linhares” publicou acusações graves contra a diretora — e, quando a comunidade foi conferir, tudo ali é mentira. Estamos falando de um veículo que, segundo a apuração feita por moradores de Linhares, vive de like e curtida, não tem endereço certo e cujo endereço cadastrado aponta para uma igreja — ou seja, não tem idoneidade na própria existência.
- A jornalista não aparece: não dá a cara, não assina com firmeza, não responde.
- Não confronta fontes, não mostra documento, não ouve o outro lado.
- Sem CNPJ jornalístico claro, sem expediente, sem redação visível.
- Endereço cadastrado em local que não é redação — aponta para uma igreja.
- Pauta movida por engajamento — like, curtida, compartilhamento — não por jornalismo.
Quando o veículo não tem cara, não tem endereço, não tem contraditório e ainda por cima vive de curtida e engajamento, ele não é jornal. É boato com layout de site.
E o governo, como se aquilo fosse sentença do Supremo, pensou e executou em menos de 24 horas — quase instantâneo. Sem ouvir, sem apurar, sem contraditório, sem chamar a diretora, sem dar uma única chance de defesa.
Isso não acontece nem em administração privada — onde a empresa, mesmo no setor mais durão, ainda chama o funcionário, ouve, abre processo, junta provas.
Quanto mais não deveria acontecer em administração pública — onde a população precisa saber, onde existe devido processo legal, onde o salário do gestor é pago pelo povo.
Velocidade assim, em ato administrativo, não é eficiência — é pressa para esconder. Quem age em menos de 24 horas contra uma servidora inocente está deixando no ar uma pergunta que a própria gestão precisa responder: de quem é a ordem que veio com tanta urgência?
Desde quando, no Brasil, uma matéria de blog sem idoneidade, sem cara, sem fonte e sem contraditório virou fundamento jurídico para destruir a vida de uma servidora pública em menos de 24 horas?
Demitir uma profissional inocente com base em uma publicação que nem endereço de redação tem não é gestão. É linchamento institucional.
O Governador está ignorando autoridades, 1.700 pessoas e Linhares inteira
A petição pelo retorno da diretora Laísa já passou de 1.700 assinaturas — e cresce a cada hora. Não são “gente de partido”. São pais, mães, alunos, professores, vizinhos, comerciantes, trabalhadores. Linhares inteira.
Além do povo, autoridades públicas tiveram coragem de se posicionar a favor da justiça:
- Doutor Alcântaro Filho — deputado estadual, falou com documentos na mão.
- Sérgio Majeski — professor, defendeu sem misturar política.
- Coronel Weliton — deputado, sequer conhece a diretora pessoalmente, e ainda assim olhou para os fatos.
- Johnatan Depollo — vereador de Linhares, esteve com a comunidade.
E a resposta do Governador Ricardo Ferraço? Silêncio. A resposta da Secretária Andréa Guzzo Pereira? Silêncio. A resposta do Superintendente André Felipe Costa? Segundo lideranças estudantis, tentando proibir alunos de defenderem a diretora.
Quando o Governador ignora 1.700 cidadãos, deputados de espectros diferentes e a cidade inteira de Linhares — ele não está governando.
Está desprezando quem o sustenta no cargo.
Se é por causa das câmeras, então a SEDU vai ter que apurar TODAS
Vamos combinar uma coisa, com calma e com lógica. Se o motivo da exoneração realmente foi “câmeras de segurança”, então a SEDU acabou de criar um padrão. E padrão se aplica para todo mundo — ou não vale para ninguém.
- Escola Emir de Macedo Gomes: na mesma cidade, na mesma rede estadual, em menos de cinco meses, duas alunas foram estupradas. Um professor preso. A direção segue no cargo. Onde está a exoneração em 48 horas? Onde está a apuração rigorosa? Onde está a coletiva da SEDU?
- Todas as escolas do Espírito Santo com câmeras: se câmera é o critério para destruir a diretora Laísa, então a SEDU tem que auditar todas. Quantas escolas têm câmera? Quem instalou? Quando? Como? Em quais condições? Ou a regra vale para todos, ou foi pretexto contra uma só.
- E o caso mais grave de todos: as câmeras que mandaram retirar no próprio dia 24/04 — de forma extraoficial. Sim, isso aconteceu. E não somos nós que estamos dizendo — foram os próprios alunos que viram, contaram e estão provando. Por que a SRE/SEDU mandaria retirar câmeras de outras escolas no mesmo dia em que usa “câmeras” como justificativa para destruir uma diretora? A conta não fecha.
Se câmera virou crime, então todas as escolas com câmera precisam ser apuradas.
Se câmera não é crime, então a exoneração da diretora Laísa não tem fundamento.
Não existe meio termo. SEDU, escolha.
E aqui vai o detalhe mais bonito desta história: como a comunidade descobriu tudo isso? Pelos alunos. Os mesmos alunos que a diretora Laísa formou em honestidade — coisa que a SRE, a SEDU e o Governo do Estado estão deixando muito a desejar nesse caso.
Os alunos da Laísa aprenderam a falar a verdade.
E é a verdade deles que está, hoje, desmontando a versão oficial.
A entrevista do Norte Notícia — e o silêncio forçado da diretora
O site Norte Notícia — fazendo o que jornalismo de verdade faz — foi até a porta da escola e ouviu quem ninguém quis ouvir: alunos, mães, famílias, comunidade. Tudo documentado, com nome e com câmera.
Mas tem uma coisa que precisa ser dita com todas as letras: a diretora Laísa não se pronunciou. Não porque não quer — porque não pode.
Segundo informações trazidas pelos próprios alunos: a diretora Laísa foi censurada. Foi ameaçada de nunca mais poder dar aula para os alunos da José de Caldas Brito — os mesmos alunos pelos quais ela dá a vida.
Quando o Estado silencia uma educadora com ameaça, isso não é gestão.
Isso é censura. E censura, num país livre, tem nome: abuso de autoridade.
Por isso a Laísa está calada. É proteção, não covardia. E é exatamente por isso que a comunidade não pode calar.
Eles censuraram a diretora.
Eles não vão censurar Linhares.
Famílias inteiras pedem o retorno da diretora
Não é boato. Não é “gente de partido”. São famílias inteiras, com nome, rosto e câmera, defendendo a diretora Laísa com unhas e dentes:
Os vídeos abaixo estão no canal do Norte Notícia no YouTube. Se a pré-visualização não carregar no seu navegador, acesse diretamente o YouTube do Norte Notícia / Linhares aqui.
Veja com seus próprios olhos. Ouça com seus próprios ouvidos. Não é uma versão. São dezenas. E todas dizem a mesma coisa: a diretora fez diferença; as câmeras não foram instaladas por ela; estão desativadas desde 2019; a comunidade quer ela de volta.
Sobre ideologia: os alunos nunca viram nada disso na Laísa
Está rolando, nos bastidores, uma tentativa torta de pintar a diretora como “militante”, “ideológica”, “de algum lado”. Mentira. E quem desmente são os próprios alunos, dia após dia, em vídeo, em entrevista, em depoimento.
Os alunos da Escola José de Caldas Brito nunca viram, em momento nenhum, a diretora Laísa defender partido, defender candidato, defender bandeira ideológica ou atacar família, religião ou crença de quem quer que fosse.
O que os alunos viram, sim, todos os dias, foi:
- Justiça — tratar todo mundo igual, do filho do empresário ao filho da diarista.
- Amor — escutar aluno em crise, atender mãe em desespero, abraçar professor cansado.
- Respeito — a toda forma de gente, toda crença, toda cor, toda história.
- Disciplina com afeto — cobrar estudo, cobrar postura, cobrar futuro, sem nunca humilhar ninguém.
- Trabalho — chegar cedo, sair tarde, responder mensagem fora do horário.
A “ideologia” da diretora Laísa tem nome — e cabe em três palavras: justiça, amor e respeito.
O que os alunos estão dizendo agora: “parece um regime nazista/fascista”
Antes de tudo, uma coisa precisa ficar absolutamente clara: a diretora Laísa nunca, em nenhum momento, jogou contra o Estado, contra a SEDU, contra a SRE ou contra o Governo. Pelo contrário.
A diretora Laísa sempre cumpriu tudo o que a SRE, a SEDU e o Governo mandaram. Sempre obedeceu à hierarquia. Sempre foi disciplinada, institucional, leal à rede pública de ensino.
Ela é vítima, não adversa. Sempre foi.
Esta comparação dura — com regimes autoritários — não saiu da boca da diretora. Não foi ensinada por ela contra ninguém. Saiu espontaneamente da boca dos próprios alunos, depois que ela foi afastada, ao descreverem o clima que se instalou na escola sem ela. É uma fala da comunidade estudantil — e é assim que precisa ser lida.
“A escola, hoje, parece um regime nazista, fascista. Não podemos nem respirar direito que já somos ameaçados.”
Pare e pense no peso disso saindo da boca de um adolescente, dentro de uma escola pública brasileira, em 2026:
- Aluno orientado a não falar.
- Aluno ameaçado se fizer pergunta.
- Aluno chamado para “conversa” quando aparece em vídeo defendendo a diretora.
- Pais sendo maltratados dentro da escola — e não pela secretaria, não pelo professor, mas por quem a SRE colocou no lugar da diretora Laísa.
Em poucos dias, sem a Laísa, a escola passou de lugar de acolhimento para lugar de intimidação.
O que era casa, virou quartel. O que era abraço, virou ameaça.
A pessoa que a SRE de Linhares colocou no lugar da diretora não está cuidando da escola — está assustando quem está dentro dela. Isto é o oposto absoluto do que a Laísa construiu.
Sem a diretora, em poucos dias a escola já desmoronou
Alunos e pais estão dizendo, abertamente, em entrevistas e nas redes:
“Sem a diretora, está tudo mais difícil.”
“A escola já não está mais bem administrada.”
E olha que foram só alguns dias. Rotinas que funcionavam — pararam. Decisões que eram tomadas em minutos — agora se arrastam. Demandas de pais resolvidas com uma conversa — agora viram problema. Alunos que se sentiam ouvidos — agora se sentem mandados embora.
O melhor argumento pela reintegração da Laísa não está em discurso de político.
Está no dia a dia da escola — que, sem ela, deixou de ser escola.
Queremos ouvir os professores — e por que eles estão calados
Falta ainda uma voz fundamental nesta carta: a dos professores da Escola Estadual José de Caldas Brito. Queremos ouvi-los. A população de Linhares quer ouvi-los.
Mas é honesto reconhecer por que muitos não estão falando. E vamos dizer com todas as letras, do jeito que o linharense já está dizendo na rua:
A maioria dos professores da rede estadual hoje é DT — designação temporária. Não são efetivos.
Isso significa que Ricardo Ferraço e Andréa Guzzo podem dar uma canetada e tirar o emprego deles a qualquer momento.
E essa não é uma opinião — ficou provado quando, na semana passada, um vereador da cidade não foi nem deixado entrar na SRE de Linhares. Se um agente público eleito é barrado na porta da Superintendência, imagine um professor DT com filho para criar e aluguel para pagar.
- Professor DT não fala porque tem medo de perder a vaga.
- Pai não exige porque tem medo da retaliação ao filho.
- Vereador foi barrado porque a SRE não quer testemunha.
Onde gabinete fecha porta para vereador, professor temporário não fala mesmo.
O silêncio dos professores não é falta de coragem. É instinto de sobrevivência.
Por isso fica registrado, em letra grande, para o Governador, para a Secretária e para o Superintendente:
Garantam, publicamente e por escrito, que nenhum professor da Escola José de Caldas Brito — efetivo ou DT — vai sofrer qualquer tipo de retaliação por falar a verdade sobre a gestão da diretora Laísa.
Façam isso, e a verdade aparece em 24 horas.
Convocação: mais autoridades, é hora de se posicionar
Quatro vozes públicas já tiveram coragem. Não é o suficiente. A gravidade do que está acontecendo em Linhares exige mais autoridades em campo. Por isso, convocamos publicamente:
- Deputados estaduais e federais do Espírito Santo — de qualquer partido, de qualquer linha.
- Senadores capixabas — o caso já passou do âmbito municipal.
- Vereadores e Prefeito de Linhares — o silêncio também é uma posição.
- OAB Linhares e OAB Espírito Santo — uma profissional foi exonerada sem direito de defesa.
- Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) — há indícios de abuso de autoridade, censura a servidora pública e intimidação de menores.
- Defensoria Pública do Espírito Santo.
- Conselho Tutelar de Linhares — adolescentes orientados a se calar e expostos a operação policial.
- SINDIUPES, CNTE e CONAPE — uma educadora está silenciada por ameaça. Hoje é ela. Amanhã pode ser qualquer um da categoria.
- Imprensa nacional — Globo, Folha, Estadão, UOL, Intercept, Brasil de Fato, Jovem Pan. Venham até a escola. Conversem com os alunos, mães, professores. Filmem as câmeras. Peçam o processo.
As perguntas que cada autoridade precisa responder a si mesma
- A quem você vai ser leal? Ao coleguinha de partido — ou ao povo que tem o poder do voto?
- Quando uma diretora inocente é exonerada sem defesa e você fica calado para não desagradar o gabinete — isso é representar quem te elegeu, ou trair?
- Daqui a pouco, na próxima eleição, você vai bater na porta de quem? Do correligionário, ou da mesma comunidade que hoje está clamando por justiça e não está sendo ouvida por você?
Mandato é empréstimo. Quem empresta é o povo. E o povo cobra a fatura no momento certo.
Lealdade a partido termina com a legislatura. Lealdade ao povo fica até o fim da vida.
Obrigado, Norte Notícia — isto é jornalismo de verdade
Enquanto muitos veículos preferiram olhar para o outro lado, repetindo nota oficial, evitando o assunto, escolhendo o cargo em vez da verdade — a equipe do Norte Notícia fez o que a democracia exige de um jornal: ouviu o povo. Foi até a porta da escola. Ouviu mães, alunas, alunos, famílias inteiras. Mostrou tudo, sem cortar, sem maquiar, sem proteger ninguém.
Democracia não é discurso de palanque. Democracia é microfone aberto para quem ninguém quer ouvir.
Do fundo do coração: obrigado. Continue. A população de Linhares está com vocês.
O que pedimos — em voz alta, sem ódio, sem rancor
- Reintegração imediata da diretora Laísa Cominotti Rossim Prado, com direito de defesa.
- Apuração séria dos casos da Escola Emir de Macedo Gomes — proteção de meninas vem antes de tudo.
- Auditoria de todas as câmeras da rede estadual, incluindo as que foram retiradas extraoficialmente em 24/04.
- Fim da intimidação a alunos, professores e à comunidade da Escola José de Caldas Brito.
- Posicionamento público do Governador, da Secretária e do Superintendente — assumindo o erro.
Uma palavra final, da gente simples para a gente simples
Você que está lendo isto pode achar que não pode fazer nada. Pode.
- Compartilhe esta carta — para o vizinho, para o grupo da igreja, para o WhatsApp da família.
- Assine a petição pela reintegração da diretora.
- Vá às ruas quando a comunidade chamar.
- Cobre os deputados, vereadores, jornalistas — em voz alta, com educação, com firmeza.
Não estamos pedindo dinheiro. Não estamos pedindo voto. Estamos pedindo justiça por uma mulher inocente e paz para crianças que só queriam estudar.
Assinar a petição pela volta da diretora Laísa
Se a gente não parar agora, ninguém vai parar.
Se a gente parar agora, o Brasil inteiro vai ouvir.
Não é sobre política. É sobre justiça.
De Linhares para o Brasil — com o coração na mão.
