Não é sobre política. É sobre justiça. Hoje, 30 de abril de 2026, foi mais um dia de mobilização da população de Linhares na luta para denunciar a injustiça envolvendo a diretora Laísa Cominotti Rossim Prado.
Antes de agradecer, precisamos ouvir
Antes de reconhecermos e agradecermos aqueles que já se posicionaram ao lado da comunidade, queremos ouvir um pronunciamento importante.
O professor Sérgio Majeski conquistou o respeito da população de Linhares por sua postura firme em defesa da justiça. Sem misturar política, sem atacar pessoas, ele olhou para os fatos e falou o que precisava ser falado.
O Deputado Coronel Weliton, que sequer conhece a diretora pessoalmente, também analisou os fatos e se posicionou publicamente ao lado da verdade.
Agora, a expectativa da comunidade recai sobre outra voz: Vitor de Ângelo. E, antes de qualquer pergunta, precisamos deixar uma coisa muito clara.
Não é sobre lado político. É sobre justiça.
Nós não falamos em nome de partidos. Somos apartidários — e queremos deixar isso muito claro: a população de Linhares vai apoiar a justiça com a diretora Laísa venha de onde vier. De esquerda, de direita, de centro, de fora da política: quem estiver do lado da verdade terá nosso apoio.
Somos pais e mães, filhos e filhas, professores e alunos — a comunidade do bairro da Escola Estadual José de Caldas Brito, em Linhares, Espírito Santo. Uma cidade inteira que se recusa a ficar em silêncio diante de uma injustiça.
Não estamos pedindo a cabeça de ninguém. Não queremos a queda de Ricardo Ferraço, nem de Andréa Guzzo, nem de André Felipe Costa. Queremos algo muito mais simples e muito mais difícil: que assumam o erro cometido contra a diretora Laísa.
Se Ricardo Ferraço, Andréa ou André assumirem o erro, vamos elogiá-los.
Não é sobre esquerda ou direita. É sobre justiça.
Senhor Vitor de Ângelo, com todo o respeito
Reconhecemos que o senhor possui qualidades e tomou decisões importantes ao longo da sua gestão como Secretário de Educação do Espírito Santo.
O senhor conhece a rede. O senhor conhece os diretores. O senhor sabe distinguir um gestor que faz a diferença de um gestor que apenas ocupa o cargo. E o senhor sabe — porque os números, os pais e os alunos provam — que a diretora Laísa Cominotti Rossim Prado transformou a Escola Estadual José de Caldas Brito em referência.
E, no entanto, diante da maior injustiça já cometida com uma diretora desta rede, o senhor se calou sobre ela.
As perguntas que o senhor não pode mais evitar
Senhor Vitor, não estamos pedindo discurso político. Estamos pedindo coerência. Por isso, a comunidade da Escola José de Caldas e de Linhares quer respostas claras para estas perguntas:
- O senhor, como Secretário de Educação, conhece pessoalmente o trabalho de gestão da diretora Laísa. Como justifica o silêncio diante da exoneração dela, sem direito de defesa?
- Se a diretora Laísa não tem competência, como afirmam alguns dentro da SEDU, por que ela foi mantida e reconhecida pelo próprio Estado durante anos à frente da escola? Quem errou: ela ou quem a reconheceu?
- O senhor afirma defender boas práticas de gestão escolar. A diretora Laísa transformou uma escola esquecida em referência, sem desviar um centavo, sem ferir um aluno, sem mentir uma vez. Em que ponto, exatamente, ela deixou de aplicar aquilo que o próprio Estado ensinou?
- As câmeras usadas como pretexto para exonerá-la foram instaladas pela SRE de Linhares em 2019, quando a diretora Laísa nem estava na escola. O senhor consegue, olhando nos olhos da população, dizer que isso é justiça?
- O senhor decidiu se pronunciar publicamente porque se sentiu ofendido pelas palavras do professor Sérgio Majeski. Mas Sérgio não atacou a justiça — ele defendeu uma mulher inocente. Por que o senhor teve voz para responder a ele e não teve voz para defender a diretora?
- Sem falar de política, sem falar de cargo, sem falar de eleição: do ponto de vista da justiça, o senhor é a favor ou contra a reintegração da diretora Laísa?
Não há terceira resposta.
Ou o senhor está com a justiça, ou está com a injustiça.
Vejam com seus próprios olhos
Veja o pronunciamento do senhor Vitor de Ângelo, em que ele responde ao professor Sérgio Majeski — mas não diz uma palavra sobre a diretora Laísa:
Ver no Instagram
Agora compare com a postura do professor Sérgio Majeski, que defendeu a diretora sem misturar informação, baseando-se apenas nos fatos relatados pelos pais e pela comunidade:
Ver no Instagram
E veja também o pronunciamento do Deputado Coronel Weliton, que sequer conhece a diretora pessoalmente e ainda assim se posicionou pela justiça, depois de analisar os fatos:
Ver no Instagram
Dois homens públicos olharam para os fatos e tiveram coragem de falar.
Falta o senhor, Vitor de Ângelo.
A sinuca de bico é de fato, não de retórica
Senhor Vitor, perceba a posição em que o senhor mesmo se colocou:
- Se o senhor disser que a diretora Laísa é incompetente, terá que explicar por que o próprio Estado a manteve e a reconheceu à frente da escola por tantos anos.
- Se o senhor disser que ela é competente, terá que explicar por que se calou quando ela foi exonerada sem direito de defesa.
- Se o senhor permanecer em silêncio, terá que explicar à população de Linhares por que teve voz para se defender do professor Sérgio Majeski, mas não tem voz para defender uma mulher inocente.
Não há saída pela política. Só há saída pela verdade.
Uma palavra final, sem rancor
Senhor Vitor de Ângelo, esta carta não é um ataque. É um convite. A diretora Laísa não é política: não tem partido, não disputa cargo, está calada — mas a população dela não está.
A comunidade pede um gesto simples: um vídeo seu, em nome próprio, reconhecendo a competência da diretora Laísa e pedindo que o devido processo legal seja respeitado.
Se o senhor estiver ao lado da justiça, vamos elogiá-lo publicamente.
Se escolher o silêncio, a história vai registrar que, quando uma mulher inocente precisou de voz, o senhor não teve.
A comunidade da Escola José de Caldas Brito e a população de Linhares aguardam a sua resposta. E reafirmamos: somos apartidários e seguiremos apoiando a justiça com a diretora Laísa, custe o que custar, venha de quem vier.
Não é sobre política. É sobre justiça.
